terça-feira, 30 de junho de 2009

Ainda sobre o Rei do Pop,


Michel jackson. de quem sou fa, incondicional.
Porque nao posso viver sem o banal e sem banalizar. Essa gente que nao consegue se conter e canta e danca e vai pra rua e celebra a vida, essa coisa erudita. Adoro o populacho, o escrachado feliz dos coloridos que nao combinam mas compoe a alegria. Venus vaga sem freios. (sim, estou citando Durao, 1781) .
Marca registrada das minhas fotos. Mas isso eh so para quem conhece Pop Art, claro.
Por falar nisso: pedi para o Amilcar, o Torrao, escrever um introito para as minhas fotos. Mas ele tah muito ocupado arrumando a mala para Barcelona e depois, Berlim. :)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Flor do meu Segredo


se chama Samir. Por quem me descabelo e me descabela. (sim, estou citando Ovidio). Porque qualquer coisa ou pessoa que seja previsivel, que busque o basico e nao caia na folia, me cansa. Entao, nao disfarco. Aprendi com o velho e bom Mauricio Loureiro Gama aquela questao, aplausos, coisa de gente comum. Meu avo me explicava que em cena soh distinguimos as luzes. As pessoas acabam pagando um preco para fazer parte da plateia.
mas porra louquice eh fundamental. E nao sou professora disso.
Em tempo: mulheres para elogio: Caroline Vanconcelos, Anna Vilanueva, Vanessa Gai e Flavia Oller. O resto penteia o cabelo.



"Gonna dance on the floor in the round..."

sábado, 27 de junho de 2009

Judaicas


Passei o cabalat shabat com uma familia religiosa, os Menachem. Linda familia, lindo apartamento, comida e rezas fartas, me refastelei. Eles ficaram muito felizes. Parece que adivinharam que meu microondas explodiu na hora exata em que tambem tenho pouco dinheiro para comprar comida, devido ao fato, claro, que o dinheiro da comida tem que ir todo para as outras coisas mais importantes da vida: livros, traducoes juramentadas, perifericos que quebram no computador. Voltei da casa dos Menachem com a exata sensacao de que eles tinham cumprido uma mitzva, que estou lotada de bencaos, e que, realmente, eh uma delicia providencial receber ajuda de desconhecidos. Kaballah.
Obrigada aos Menachem que compartilharam sua mesa comigo e nada sabem do que estah acontecendo, ie, gastos doutorais.
Ja a boia da Havdala vai ser filada na casa do Yehuda. Seus pais chegaram do Brasil e irao conhecer hoje os amigos israelenses do rebento inteligente que colocaram no mundo. ;)




sexta-feira, 26 de junho de 2009

Volver

Seu nome eh Clarita. Tem 90 anos. Possui duas filhas, Estela e Lila que me contrataram para "mima-la". Devo passar todos os domingos, por dez horas, fazendo companhia para a Sra. Clarita: ouvir suas historias e conversar sobre politica e literatura. As filhas me explicam: la madre eh mui culta e tudo indica que eu sou a pessoa ideal. E tambem muito carinhosa.

Vou conhecer Sra. Clarita. Levo um pequeno susto: estava me esperando com um doce sorriso no rosto. Me estendeu as maos, um agrado. Pareceu-me que ela eh que vai fazer companhia para mim, claro. Conversamos sobre El Cid e Don Quixote De la Mancha.

As filhas, muito risonhas, assim como a propria mae, que nao para de dar risadas, fizeram-me rir tambem. Sao agudas. fazem observacoes inteligentes e nao aguentei, gargalhei. Sra. Clarita aprovou. Assim fui contratada.

A gargalhada. Lila e Estela, as filhas, me explicaram, criticando a mae, claro, que havia mil canais na televisao mas que a Sra. Clarita nao assistia a nenhum, nem ligava a televisao.

Sra Clarita, retrucou, explicando-me:

"Los conflitos familiares sao mais interessantes. Io prefiro"









quinta-feira, 25 de junho de 2009

Parada Gay em Jerusalem/ Gay Pride in Jerusalem 2009

( Protesto de Judeu Ortodoxo contra a passeata gay em Jerusalem. No cartaz: "Eles se parecem como animais". Muito Triste. Photo: Shlomit Or)

Foi uma delicia. Muita gente: feliz, tranquila, rindo, familias e familias, criancas por todos os lugares, e muita, muita festa. Tinha uns 300 fotografos, encontrei com quase todos, e por varias vezes, ficavamos em 3 ou 4 fotografando a mesma pessoa ou a mesma cena.

as fotos escolhidas, no estilo " olhar de Shlomit Or", ja estao no outro blog:

www.photojerusalem.blogspot.com

aqui so coloquei o making of dos Ultra Ortodoxo. Muito triste.

A Kabalah da Ajuda

Esses dias foram quase intensos para mim. Digo quase por causa da Kaballah. Quem me conhece ha muitos anos sabe que para alem dos estudos academicos participo ativamente de um grupo de Kaballah. E uma vez kaballah, sempre Kaballah.

quero agradecer aos que tem me ajudado, portanto. Devido ao meu apego a Kaballah, estou sempre consciente e atenta para o modo como a pessoa se porta quando ajuda.

Para a Kaballah voce somente ajuda uma pessoa quando, literalmente, arranca um pedaco do que voce possui para dividir com ou outro. Explico melhor: dar, o que estah sobrando, nao eh compartilhar e nao cria a rede. O seu ato soh tem efeito se:

1) a pessoa pedir ajuda ( sim, a pessoa deve pedir, Voce nao pode oferecer. Se oferecer, mesmo que a apessoa aceite, nao adianta para a rede)

2) Ao ajudar voce deve dividir o que tem e nao o que esta, digamos, sobrando. Nao pode ser algo facil para voce.

3) A pessoa ajudada deve levar os atos acima adiante. Se ela soh "receber" nao cria a rede. Ou seja, ela precisa ficar consciente.

A lei da Kabalah assegura que : " se conhece uma pessoa pelo seu bolso, seu coracao e sua Ira"

Prestar atencao no modo como voce ou uma pessoa leva a mao do bolso ao coracao e do coracao ao bolso eh um exercicio de conciencia, portanto, Kaballah.

Sobre bencaos: ou sobre "retorno" do bem que fazemos aos outros. Aas bencaos nunca chegam pelo caminho ou pessoas que estamos esperando. Ao contrario, chegam por outras vias, inclusive de desconhecidos. Eh preciso estar atento porque voce pode estar lotado de bencaos a sua volta mas como estava esperando uma resposta vinda da pessoa que voce ajudou nao pode perceber que estah lotado de bencaos. Certamente nao sera a mesma pessoa que voce ajudou que fara o receptaculo para a sua bencao. Isso assegura a incondicionalidade do seu ato de ajudar. Na Kaballah nao existe " favor". Se voce por acaso acha que fez um e nem recebeu um agradecimento, dancou, sua ajuda era lotada de condicionalidade.

Quero, portanto, deixar meus agradecimentos, nesse momento que estou necessitando de ajuda por causa do doutorado para:

Alcir Pecora, Joao Adolpho Hansen, Marcello Moreira, Hugo Lior, Renata Barco, Ana Villanueva, Eduardo Weiss, Erwin Maack, Amicar Torrao Filho, Raphael Cohen Nissan, Yehuda Cavalli.

Pela Incondicionalidade com que compartilharam os seus intelectos e/ou bolsos, sem em nenhum momento, sentirem vaidade pelo ato.


A rede foi criada: Uma vez Kaballah, sempre Kaballah


terça-feira, 23 de junho de 2009

Parada Gay em Jerusalem/ Gay Pride in Jerusalem 2009

Queridos e Queridas:

aqui vao noticias sobre a parada Gay em jerusalem que acontece no dia 25, depois de amanha.

Vou estar lah, fotografando, simpatica aos direitos humanos e a todas as pessoas do mundo que sao felizes, batalhadoras e corajosas.

"This year's gay pride march (June 25) will march in the opposite direction from the route of the last two years. It will start at Gan Ha-Pa'amon at 4:00 p.m., with the march itself beginning at 5:00 and proceeding to Gan Ha-Atzmaut for a rally at 6:00 p.m. In a way, I think the route change is a pity, since for the last two years it's meant that one can then easily walk further on to Emek Refaim to enjoy hanging out with friends after the rally. It should be fun, in any case, as long as there aren't Haredi riots against the march."

Fonte: Rebecca lesses In: http://mystical-politics.blogspot.com

Nos vemos la!



quinta-feira, 18 de junho de 2009

The unrest in Iran makes me green with envy


(No HaAretz de hoje. Postura inteligente: excelente inicio de dia. Para mim, claro)


it makes one green with envy: The scenes from Iran prove that some nations are trying to take their fate into their own hands. Some nations are not floating on the surface in sickly indifference, some are not looking around in endless complacence. And some are not following their leaders with the blindness of a herd. There are moments in the histories of certain nations when the people say enough. No more.
Czechs and Ukrainians, French and Russians, South Africans and Palestinians, Thais and Chinese, Lebanese and now Iranians have taken to the streets on at least one inspirational occasion and tried to make an impact. Some succeeded, some failed, but at least they tried. They did not surrender to their failed leaders, who dragged them from bad to worse. This is not only about rising up against a tyrannical regime; sometimes it's about a struggle for justice in democracies, too. That struggle is not conducted only in polls and elections; such struggles must spill out onto the streets. Here, too.
The scenes from oppressive Iran are of light breaking through. Thousands of women and men protesting and demonstrating, holding signs and shouting out loud. They stand with their faces visible, fearless. All of them are at risk because of their protest. Perhaps less than what we imagine here - our learned analysts know that there is only an Iran of darkness - but certainly much more than in free Israel.
But while Iran's women are taking a risk and demanding that their voice be returned to them, Israel's women are wrapping themselves in silence, from the mall to the parking lot. As Tehran's men cry out "Where is our voice?", here they ask "Where will our next vacation be?" Here in the SUV, there in the streets. Here in front of the stupefying television screen, there in front of the forces of evil. Here in darkness, there in the light of popular protest.
We only take to the streets when there is a festival, hardly ever because of a scandal. Tel Aviv's centennial or the book festival, the beer festival or the tomato festival - but never in protest. In Iran they are fighting for liberty, here for vacation time.
It's true, there is liberty in Israel, but only for us, the Jews. We have a regime that is no less tyrannical than the ayatollahs' regime: the regime of the officers and the settlers in the territories. But what do we have to do with any of this? In Iran, police disperse demonstrations with violence, they shoot and kill. And what do we do?
When you get a chance, go on Friday to Na'alin or Bil'in and see what happens there. Demonstrators are killed here with similar brutality, but in Iran the crowd is standing up to a tyrannical regime, while here only a handful of brave people stand up to the Border Police, who are firing weapons. Moreover, we hardly write anything about the protest being silenced with bullets. It interests no one, and this, too, is called democracy.
A democracy is not tested only with elections. A democracy is measured in everyday life. National aims are not achieved only through power hungry politicians; the street must also speak. In the latest polls, 64 percent of Israelis say they support a two-state solution. Great. But when Israel moves steadily away from such a solution, when the prime minister takes a small step forward but then raises more and more impossible obstacles, no one thinks to do anything. Have you heard a single political conversation recently? Nothing.
One can only imagine what would have happened if the day after Benjamin Netanyahu's speech, that same silent and paralyzed majority that allegedly wants two states had taken to the streets to demand an end to the occupation. Or if they demanded that we say yes to the Arab peace initiative. What a boost that would have been, a genuine wind of change on whose strength Barack Obama, Netanyahu, Mahmoud Abbas and Bashar Assad could move forward together.
But when the street is silent, only the leaders are left, and their survival drives them.
Israel is now at a fateful crossroads, no less than Iran. An opportunity lies before it that will not be seen again, one that affects the future of all its people no less than the election results in Iran affect the Iranians' fate. Missing the opportunity here will be just as decisive as four more years of Mahmoud Ahmadinejad in power. But look what is happening in totalitarian Iran and what is happening here, the sole democracy in the Middle East, blah, blah, blah.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Como se Faz Hospitalidade


Portrait Eduardo Weisz at Hebrew University



Às oito da manhã em ponto, na praça Edmond J. Safra no campus de Givat Ram da Universidade Hebraica de Jerusalém, em frente a larga fonte despejando fios de água, Eduardo Weisz me esperava de sandálias croc marrom, calças pretas, mãos no bolso, camisa branca, e, solidéu colorido na cabeça. Era o começo de uma manhã cuidadosa em não colocar nuvens brancas no azul. Durante cinco horas Eduardo, o Weisz, fez tudo o que eu deveria fazer: fotocopiou meus diplomas, imprimiu e encadernou minha tese de mestrado, pagou uma fortuna por tudo isso - observando que era um presente- andou de lá para cá, perguntou aqui e acolá, conversou, questionou e agradeceu secretárias, sentou-me para o café das dez, repartiu o hummus com pita e brachá do almoço das doze, explicou-me todas as bolsas de estudo, um pouco de Kierkegaard, o caminho da minha próxima casa e me despediu, quando tudo pronto, com o empréstimo de livros que eu deveria ler, a única exigência que fez nessa manhã talmúdica, finda nos dois livros que carreguei nos braços como se o universo fosse, definitivamente, manso, redondo, confortável.
Eu nada fiz por mim. Nem um sopro de vento nessa manhã macia em que começou o meu processo de doutorado na Universidade Hebraica de Jerusalém, locus amoenus.