domingo, 31 de janeiro de 2010
Parelha de contos de Eduardo Sinkevisque abrindo o ano de 2010:
CADA MACACO NO SEU GALHO por Eduardo Sinkevisque
LEITURA REPETENTE por Eduardo Sinkevisque
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Especial de Fim de Ano do Acústico: Retrospectiva 2009
...que doçura de versão que só podia nascer da e na Bahia: ( "-Bem bom viver". Verdade, verdade. Essa canção, como tantas do Timbalada, possui a alegria e a ingenuidade necessárias nos pequenos momentos. Estar vivo para passear de mãos dadas é bom demais...)
Não sei se vocês esqueceram mas não custa relembrar que sou fã número um do Roberto e essa é minha canção preferida. Me emociono com a possibilidade de sentimentos limpidos e de quem acredita -ainda- no amor. Daí o carinho por essa letra. Adoro versos como " eu não vou saber me acostumar sem tua mão para me acalmar" ou " anjo bom amor perfeito no meu peito". Se você nunca, nunca, nunca, foi despertado por uma canção do Roberto, sinto por você nunca ter experimentado a simplicidade das coisas boas, a bondade das coisas simples. Praticamente um Manuel Bandeira de microfone esse Roberto Carlos.:)
hum...a canção abaixo eu ouvi até rachar nesse 2009. Era chegar em casa, ligar no Youtube e tomar banho dançando e rindo; talvez porque a Bahia já me deu régua e compasso para eu viver aqui em Jerusalém. Acho que é isso:)
Fecho minha restropectiva do ano sutilmente com minha canção "confesso", com a canção que é a minha " cara", com a canção que fala da minha alegria em estar aqui em Israel, entendam como quiserem mas é meu hino aqui e me agrada a possibilidade de dividi-la, enfim, não posso não me permitir a alegria que sinto por ter chegado até aqui, da maneira que eu sei, rindo.:)
domingo, 27 de dezembro de 2009
Porque somos poeiras de estrelas
הכוכב הזה מת / מילים ולחן: דניאלה ספקטור
הכוכב הזה מת
אבל רואים אותו כאן
הוא כבר לא באמת
אבל האור שלו לא נעלם
הוא בדרך אליי
רק לוקח לו זמן
הכוכב הזה מת
אני רואה אותו
הלילה
אתה אומר לי דברים
בסוף תשכח גם אותי
לא זה לא משנה
לא זה לא משנה
אתה אוהב אותי
ולוחש לי מילים
לא אכפת לי דבר
לא אכפת לי דבר
הלילה
לא איכפת לי דבר
לא איכפת לי דבר
הכוכב הזה מת
אבל רואים אותו כאן
הוא כבר לא באמת
אבל האור שלו לא נעלם
גם אותנו רואים
במקומות אחרים
האור שלנו ממשיך
אנחנו נגמרים
הלילה
אתה אומר לי דברים
בסוף תשכח גם אותי
לא זה לא משנה
לא זה לא משנה
אתה אוהב אותי
ולוחש לי מילים
לא אכפת לי דבר
לא אכפת לי דבר
הלילה
לא איכפת לי דבר
לא איכפת לי ד
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Entrevista com Jusberto Cardoso Filho, poeta querido de Ouro Preto
domingo, 22 de novembro de 2009
Curriculum Vitae: Luciana Gama, Jerusalém

Fotos que Fazem Fotógrafos por Eduardo Sinkevisque

Não faço crítica, nem críticas, nem faço mágica. Não estabeleço nexo, nem sentidos, nem verdades absolutas ao ver fotografias de Shlomit Or Gama/Luciana Gama. Retratos tirados das cenas e pessoas presentes e ausentes, retratos que retratam a fotógrafa. Retrato é gênero por Plínio, o velho, preceituado. Em Shlomit Or Gama/Luciana Gama, as fotografias retratam e são retratadas. Não faço mapas, nem legendas, nem índices, muito menos análise de gênero. Meus olhos clicam ao ver as fotos. Meus olhos piscam pela luz das fotos.
Discurso sobre elas do geral para o particular. Falo delas por inteiro (elas inteiras, por inteiras) em primeiro lugar. Falo (mesmo que pouco) de uma por uma, aos poucos. Estabeleço relações entre objetos. Sujeitos, ornatos. Relações entre coisas e sujeitos fotografados. Fotógrafa e fotografados. Fotografáveis. Meu texto não é legenda, nem as fotos são ilustrações do meu texto. Meu texto é uma co-presença. Corre junto das fotos, por isso foto/texto são concorrências.
Penso sempre na grafia das fotos. Grafia de fotografia que escreve, desenha, pinta, elege, delimita; inscreve ao escrever. Penso na fotografia do meu texto apenas visto porque as fotos de Shlomit Or Gama/Luciana Gama se fazem vistas. Shlomit Or Gama fotografa. Luciana Gama escreve. Quando fotógrafa, quando escritora. Uma coisa de cada vez, as vezes podem ficar misturadas, as duas misturadas Shlomit Or Gama/Luciana Gama; às vezes, ambas ao mesmo tempo, simultâneas, porque Luciana Gama é muito simultânea, muito contemporânea.
Escrevo sem óculos. Vi, li, reli, revi as fotos. Com óculos. De perto. De longe. Uma, duas, três vezes. Vi as fotos de Shlomit Or Gama/Luciana Gama de perto/longe por muitas vezes. Aqui de longe, o conjunto me fez leitor/vedor delas, me fez rever Luciana depois de tantos anos. Conhecer Shlomit Or sem o peso dos anos, com sua Gama.
Eu não importo. “Eu” não importa. Ela não importa, embora importe, exporte. Eu importei as fotos. Me importei com elas. Eu me reporto não às figuras, mas à sugestão delas. Ao que as fotos me sugerem, o que os retratos retratam. Retratam o que retratam e o que deles (neles) é possível ver, ler. Faço um texto-leitura, um textohipótese. As fotos são essas: Ears and Siren; Shavot 5769 & Camel.
A foto é o olhar, a luz do olhar, não só a captação da luz exterior ao olhar. O olhar da fotógrafa Shlomit Or Gama/Luciana Gama é que dá luz a luz das fotos que ela faz. Luciana Gama fornece a luz do olhar para olhar, para olharmos. A luz sobre o olhar. Vejo, tecnicamente, três fotos bem tiradas, porém vejo três fotos metaforicamente de luz estouradas, porque estouram nos meus olhos míopes, nos meus olhos astigmáticos. Vejo hipérbole de leitora insatisfeita sempre com as palavras. Leitora fotógrafa, cujo olhar faz olhar, faz ver.
Ao fotografar, Shlomit Or Gama/Luciana Gama é fotografada. Faz ver e se deixa ver. Salvo nos meus olhos, no meu olhar, no PC, em pasta DOC. as fotos Gama para olhar, re-olhar, tresolhar. Saturadas lá (aqui), só assim, posso escrever sobre elas, com elas, nelas, delas; porque, vejo sobre, com, em, de ...
As fotografias são visões que nos deixam ver em exposição, mas para mim são diapositivos, slides. Diapositivos de serem vistos, teatrais, alegres, dramáticos, coletivos pessoais intransferíveis. Revelações, luminosidades, lanternas no mar das guerras. Fotogramas do filme em ação, não do filme interrompido pelos corpos que caem. Fotogramas de fotografias digitais sem filme
3
material antigo, nem pensamento analógico de arte mecânica. Faço analogias sobre arte digital contemporânea. Com as fotos digitais, Shlomit Or Gama/Luciana dá, confere, materialidades às coisas humanas, materiais e imateriais. O modo digital permite a captação das almas, espíritos infotografáveis. Nesse modo, técnica, mais olhar de Luciana, os diapositivos, slides, das fotografias que vejo, ficam dias positivos/dias negativos revelados na ardentia de caber demais. Dias positivos coloridos, preto-e-branco mostrado invertido pelo lume das cores captadas, capturadas, que particularizo, para finalizar meu texto, depois de falar demais, depois de ser geral demais. Coloco os óculos de novo para refocar com meu olhar (não retocar, nem corrigir) as fotos uma por uma:
Ears and Siren
Ears and Siren - Pietá não católica de reflexos em vidros por Shlomit Or Gama. Mãos que seguram, afagam, protegem do mundo adjacente. Mundo de sementes, mas de ervas daninhas. Pietá que dá a possibilidade de outra história, não as continuidades das histórias. Pietá oriental em azuis e pratas. Pintura maternal. Pintura solar de luz pragmática. Pintura imaterial de luz afetiva abstrata.
Shavot 5769 –
Shavot 5769 – Tríade de um só. Esconde-esconde de avô do mundo. Avô de Pluft em Jerusalém. Olhos azuis que azulam meu imaginário. Casulam em mim o teatro infantil inteligente de Maria Clara Machado. Aposto que o Sr. de chapéu e longas barbas colheu as flores para a fotógrafa Shlomit Or Gama.
Camel
Camel – Presença e ausência no mesmo lugar. Tenho que descrever o que vejo, o que a mim se mostra. Difícil falar do que não se vê, mas se sabe ali estar. É o lombo do camelo, corcova, cacunda da representação com a cidade ao fundo. Cidade presente também ausente pelo desfocamento do segundo plano. O colorido bemtecido, bem bordado do assento ornamentado de primeiro plano diz: Shlomit Or Gama sabe o que vê. Faz ver o que sabe ver. Faz ver o que sabe. A foto é ut pictura de Luciana, nada de Horácio. Camel pode ser lida como um convite para que o espectador do retrato da ausência/presença sente-se, mas não necessariamente com o corpo todo, nem com o corpo empírico. É um convite para que os olhos se sentem no camelo e vejam o que somente só Shlomit Or Gama/Luciana Gama vê, viu.
Eduardo Sinkevisque 10/07/0917:00 h.s. em Santana/São Paulo/Brasil
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Protocolo de Leitura
