domingo, 12 de abril de 2009

Help, I need samba


Fui até a página 22 da Biografia proibida, ainda bem, do Roberto Carlos. A introdução se baseia numa descrição  sentimental de um show que o biografo não pôde entrar quando era pobre, adolescente e morava em Vitória da Conquista e então ele cita Glauber Rocha e Elomar Figueira e Gilberto Gil, mas a mãe dele deu dinheiro para o ônibus mas não deu para o ingresso, vestiu ele direitinho, com roupa do domingo, falou para ele pedir o ingresso para algum conhecido que estava na fila para ir ao show do Roberto e que ele não conseguiu nada e por conta disso para ele é como se  Roberto nunca tivesse dado até hoje um show em Vitória da Conquista, mas no show do Gil ele foi porque acho que a mãe era amiga dos pais do Gil,   para depois, apenas para dizer que o Rei começou a cantar em um programa de rádio infantil em Cachoeiro do Itapemirim,  (é isso?) tive que ler sobre o Plinio Salgado e os Integralistas, sobre Luz Del Fuego, Nora Ney e  sobre um fulano com um nome esquisitérimo que era do PCB e daí para a tendência grevista da cidade devido a sei lá o quê, uns metalurgicos acho, e a Lady Laura tinha um violão quando mulher não tinha violão porque era pobre quando todo mundo tinha piano e  as mulheres de Cachoeiro do Itapemirim davam para todo mundo e que o Carlos Imperial disse que os amigos iam lá só para comer as meninas e que o Roberto Carlos nasceu no dia do Índio numa rua que tinha também indio no nome; socorro.

3 comentários:

Djabal disse...

Quando nós estamos fora do País, parece que tudo toma outra forma.
As coisas fazem falta, aquelas pequenas coisas do cotidiano, são supridas por um texto, uma música, talvez uma imagem resgatada na memória. Mas o melhor de tudo, é o que a gente escreve e partilha. Todos os outros ficam agradecidos. Talvez a saudade diminua um pouco. Nada que compense o gorjeio, mas 'melhoriza'. Beijos.

Shlomit Or * Luciana Gama disse...

assim...bem basico: a gente sai do brasil mas que que adianta se o treco num sai gente?:)

bjsssssssssss

Amilcar disse...

Como diz Hilda Hilst, ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti.