sexta-feira, 10 de abril de 2009

o mais é mais

para os exagerados como eu, para os não discretos como eu, para os que não podem fazer nada se não querem sumir, desaparecer, passar desapercebido. O mais não é o mais ou menos . O que talvez explique minha paixão incondicional pelo Tim Maia e os metais do Vitória Régia. O mais é muito mais para fulanos como Oswald, por exemplo, que, como se sabe, gargalhava com o corpo todo. Eu só entendo que o menos é mais quando escuto João, ie, todo dia. Todo dia eu olho, pego, toco, meu violão, encosto ele na parede e todos os dias eu me lembro que tenho um violão para  me lembrar que  eu não sou o João Gilberto. Por que eu não sinto a mesma coisa com a fotografia? Por que a máquina fotográfica não me recorda todo dia que eu não sou  Mapplethorpe, meu fotógrafo preferido?  duas inferências quase remotas que se resolve com a seguinte questão: João é brasileiro, e, João deu certo, acertou. 
Faz já uns meses que estou evitando escrever que o que mais me surpreendeu na minha estadia por aqui  é que tudo que  tem importância no Brasil, para mim,  cabe no meu ipod e no meu micro; musica e literatura. 
Então, escrevi a minha canção do exilio:

"Os homens, aqui, gorjeiam."

E ponto final. Como dizia o meu avô Mauricio Loureiro Gama.




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