terça-feira, 5 de maio de 2009

A Paixao Segundo H.


Almoco na nova casa Jerusalomita de H. Incrivel como H. sabe fazer qualquer lugar ficar confortavel, com jeito e cheiro de casa. Eh um dom. Eu tambem o tenho e por isso sei reconhece-lo em H.
H. ficou H. Nosso misterioso H. Muito, porque nao queremos dividi-lo, todo mundo quer H. Bastante, porque o que era uma protecao inicial, nao expor seu nome aqui, por motivos religiosos, acabou acabando e resolvemos manter H. como H.  assim mesmo, por puro divertimento.
H. fez um almoco incrivel onde tudo estava com gosto de H: o peru, a lentilha, o arroz e o chocolate suico. Os livros na estante tambem.
H. hoje resolveu todos meus pequenos problemas, aqueles, que nunca ninguem da importancia porque eles nao tem importancia nenhuma mesmo. Precisava de um protetor solar. H resolveu. Precisava -mas nao queria- comprar umas tranqueiras na farmacia. H. o fez. 
Me despedi de H. na calcada da rua  Ben Yehuda pensando que eu podia hoje estar, realmente, sem nada, coisa alguma, zerada. Nao eh verdade. Tenho tudo aqui. Mas caso eu nao tivesse eu estaria completamente lotada do amor do companheirismo das amigagens de H. 
Nao temos livros da Clarice Lispector aqui. Mas temos H. O que para mim talvez tenha uma igual significancia. Um mesmissimo conteudo vidente, vivente.



Um comentário:

Djabal disse...

São tão poucas pessoas que exercem esse ofício hoje em dia. São uma espécie de museu, como dinossauros.
"H". Beijos.